segunda-feira, 6 de julho de 2015

Agenda - 06/07 a 11/07


Olá, amigos!

A semana passada foi marcada pela queda da temperatura. O friozinho muda o hábito dos paulistanos, e às vezes até o repertório do músico é influenciado, sabia?

É interessante como podemos sentir a mudança nos frequentadores dos bares. As mesas cheias de turminhas animadas degustando chopp são substituídas por casais coladinhos que preferem uma taça de vinho. E aqui tem bala na agulha pra essa variação, viu? Dá pra usar perfeitamente aquela expressão: Não tem tempo ruim! Pois é, pra música não tem mesmo. Pode vir quente, pode vir frio!

E vamos pra mais uma semana musical! Veja a agenda dessa semana:

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Agenda da Semana

Olá, amigos!


Julho começou, e com ele o segundo semestre. Quem vê o copo meio vazio pode se desesperar dizendo que metade do ano já se foi!

Mas a gente vê o copo meio cheio, ou melhor, muito cheio! Por isso é claro que eu só posso comemorar o fato de ainda termos toda a segunda metade de 2015 pra colocarmos em prática tudo o que planejamos pra esse ano.

E vamos de música, porque the show must go on.





Nesta primeira semana do mês eu me apresento nas seguintes casas:

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vai ter Copa?

Vai, apesar de todo o esforço que nossos governantes fizeram pra que essa Copa não acontecesse. Ou seja, roubaram, atrasaram obras (aliás o atraso é mais uma artimanha para os roubos), enfim cometeram os mais esperados e inesperados absurdos.

Sei que tudo já foi dito a respeito desse assunto, mas não vou me furtar a deixar clara minha opinião a respeito. Fiz muito isso, principalmente nos últimos meses, mas não aqui na minha página pessoal, e acho importante, como cidadão, assumir essa responsabilidade. Não que isso seja relevante para outros que não eu mesmo, ou que vá mudar a opinião de qualquer brasileiro. Mas pode ajudar a reforçar o que já existe por aí, quem sabe? Afinal, o músico é, no mínimo, um auxiliar da Inspiração, quando faz seu trabalho com amor.

O povo brasileiro, em boa parte, comemorou o anúncio do país sede para a Copa 2014: Oba, será no Brasil!. Depois ficou surpreso (será?) com o desenrolar dos fatos. Eu, sinceramente, não. E também não estou surpreso que hoje, a dois dias da estreia do Brasil na Copa, o Estádio Itaquera, por exemplo, ainda esteja em obras.

Itaquerão (imprensa), Estádio Itaquera (placas),
Arena São Paulo (site da FIFA), 
Arena Corinthians, Fielzão, haja nomes pra um mesmo estádio
Gostaria que tudo tivesse sido diferente. Como praticante e amante do Esporte, não posso deixar de ficar contente em ver um dos maiores espetáculos da Terra ser realizado em solo tupiniquim. Se, de 4 em 4 anos, já paramos pra assistir esse evento acontecendo a milhares e milhares de quilômetros de nós, o que dizer então agora que ele se passa aqui mesmo, nos mesmos lugares que andamos todos os dias? A foto acima mesmo foi tirada a partir da Ciclovia Radial Leste, que utilizo para correr de vez em quando.

Mas e o dinheiro que foi gasto, não poderia ser utilizado para melhorar nossa saúde, transporte, educação, cultura, até o próprio esporte? Poderia. Mas não seria. Ingenuidade demais pensar que, se não houvesse a Copa, esse dinheiro apareceria para ser investido. O que dói não é só isso, é saber que esses gastos foram absurdamente super faturados, e que muitos bolsos lucraram criminosamente com esse superfaturamento.

Eu fiz parte do grupo (grande) de brasileiros que se indignaram. E espero que essa indignação não pare por aqui, só porque a Copa chegou. Que os gastos sejam investigados. Que os (ir)responsáveis sejam punidos, no mínimo conhecidos e extirpados da política (vamos mudar esse paradigma de que temos memória curta). Que a revolta do povo brasileiro sirva de divisor de águas para as próximas copas em países às vezes mais necessitados que o nosso.

Mas o esporte, meus amigos, principalmente os esportistas, esses merecem nosso respeito e nossa torcida. Não vou torcer contra, pelo contrário vou torcer muito a favor (talvez não com a mesma paixão de outrora, pois já há algum tempo que o futebol não é meu esporte favorito) e quero que o Brasil levante essa taça. Quero que, apesar de tudo, seja uma bela Copa do Mundo de Futebol, com os visitantes saindo daqui com belas lembranças de nosso país, já planejando voltar.

E que, em outubro, as urnas reflitam o que as redes sociais cantaram.

Ah... claro! O Brasil para na Copa, mas nem tanto. Vou me apresentar normalmente nos lugares onde toco toda semana. Em alguns deles, inclusive, haverá transmissão dos jogos, mas como eu começo o som um pouco mais tarde, isso não irá impedir de curtirmos a noite, melhor ainda se o Brasil tiver ganhado seus jogos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

E vamos pra 2014!

Feliz Ano Novo, meus amigos!

E não tem moleza não, o ano começa e os shows também. Começamos o ano nos apresentando nos seguintes locais:

QUARTAS 20h: Barbolla - Rua dos Três Irmãos, 460 - Morumbi - São Paulo

QUINTAS 20:30h: North Beer - Av. Luis Dumont Villares, 1543 - Parada Inglesa - São Paulo

SEXTAS 12h (quinzenal): Restaurante Pimenta Mel - Av. Guinle, 2201 - Cumbica - Guarulhos

SEXTAS 21h: Praça do Boteco - Rua Diogo Farias, 307 - Centro - Guarulhos

SABADOS 18:30h: Chopp Time - Shopping Internacional - Guarulhos

Mudanças na agenda fixa e agendamento de novos locais são comuns, portanto acompanhem a agenda semanal à direita do blog.

Que 2014 seja repleto de alegrias e muita música!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Barbolla

E hoje tem estreia!

Depois de tocar de janeiro a setembro, todas as quintas-feiras, na North Beer, a partir de hoje eu passo a me apresentar às quintas-feiras no Barbolla, que fica na Rua dos Três Irmãos, 460 no bairro do Morumbi.

O Barbolla foi citado pela Revista Veja como o melhor bar pra se ir a dois em São Paulo. Mas pode ir sozinho ou com amigos também, viu?


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Coletânea Caiubi

A música Rio de Prazer, faixa 4 do álbum Tudo Que Eu Sempre Quis Ter (Luiz França), agora também faz parte do álbum A Nova MPB - Vol. 1, lançado em ambiente virtual pelo Clube Caiubi de Compositores.

Vale a pena conferir esse trabalho que traz 21 canções de artistas independentes, esses que como sabemos não fazem parte da "Dona Mídia" mas que, através da internet, você tem acesso e pode selecionar aquilo que VOCÊ quer ouvir, não o que tentam te empurrar via jabá.

Para acessar o álbum e baixar as músicas gratuitamente, acesse:

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nova Elite Caipira

Vale a pena ler. 
Texto: Marcia Buriti. 

No título do famoso filme Tropa de elite (José Padilha, 2007), o termo elite referia-se ao grupo de policiais especialmente treinados para operações muito complicadas. A “elite” que era a tropa tinha um significado de especialização, superioridade, hierarquia, entendidas tecnicamente. Na contramão, quem utiliza o termo em outros contextos refere-se, em geral, a: “donos do poder”, “classe dominante”, “oligarquia”, “dominação política”, “dominação econômica”, “classe dirigente”, “minoria privilegiada”, “formação de opinião”, “dirigente cultural”. “Elite” é termo usado para designar as vantagens petrificadas de “ricos” e “poderosos” que comandam massas, as maiorias anódinas que, não tendo poder, parecem não ter escolha quanto a deixar-se conduzir. 


Usado em oposição a povo, à democracia, à simplicidade das gentes, à cultura popular, o termo é usado para designar grupos econômica, cultural e politicamente dominantes. Seu uso atual, no entanto, erra o alvo em relação à cultura, desde que vivemos uma curiosa inversão cultural. 

 

Morfina estética 


Há dois tipos de caipira. Um que era o oposto da elite, como o simpático Jeca Tatu, e outro, que é a própria nova elite, o cantor da dupla sertaneja que, depois de um banho fashion, fica pronto para o ataque às massas, mesmo que seu estilo continue sendo o do chamado “jeca”. Refiro-me ao “caipira” ou “jeca” como figura genérica, mas poderia também falar da moça cantando seu axé music, seu funk, que, de repente, não é uma “artista do povo” como quer fazer parecer a indústria que a sustenta (e atormenta o povo como F. Bacon dizia que era preciso tormentar a natureza para receber dela o que interessava à ciência), mas é a rica e poderosa estrela – e objeto – da indústria cultural.

Sem arriscar um julgamento quanto à qualidade estética dos produtos do mercado, é possível, no entanto, questionar sua qualidade cultural e política. Muitos defendem que “é disso que o povo gosta”, enquanto outros dirão que o povo experimenta uma baixa valorização de si ao aceitar o que lhe trazem os ricos e poderosos sem que condições de escolha livre tenham sido dadas, o que surgiria de uma educação consistente – e inexistente em nosso contexto. A injeção diária de morfina estética que o povo recebe não permite saber se o “gosto” é autóctone ou externamente produzido.

De qualquer modo, no mundo da nova elite, a regra é a adulação das massas. Qualquer denúncia ou manifestação de desgosto em relação ao que se oferece a elas é sumariamente constrangida.

Mais curioso é a inversão culturalmente curiosa que está em cena. No lugar das extintas “elites culturais”, sobem ao podium as novas estrelas que permutam o antigo poder do artista e do intelectual pelo poder do jeca para quem a arte não é problema. Se o intelectual é melhor ou pior do que o jeca não é a nossa questão. Questão é desvendar o seguinte: num quadro em que professores recebem um torturante salário de fome, em que intelectuais sérios precisam pedir desculpas por existir, em que escritores permanecem perplexos sem saber se sobreviverão em um país de analfabetos, em que artistas-não-jecas recebem pareceres humilhantes de agências e ministérios, enquanto todos estes são questionados quanto a seu papel social e sua contribuição para a sociedade como se fossem um estorvo, ninguém pergunta sobre o papel cultural da elite caipira: Xuxas e Sangalos, Claudias Leittes e Luans Santanas, Micheis Telós – para citar exemplos – são livres para exercitar um autoritarismo sutil, covarde e sedutor na condução das massas à imbecilização planetária. Politicamente correto é elogiar a imbecilização como se ela não estivesse em cena impedindo a reflexão. O autor da crítica à nova elite sempre pode ser xingado de “elitista”, afinal, a elite jeca não tem outro argumento senão o disfarce.

marciatiburi@revistacult.com.br